PENTECOSTES, explicado pela IGREJA ICEU

Pentecostes
Estudo referente à Descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos e Discípulos
de Jesus, O Cristo de Deus e de como, verdadeiramente, ocorreram tais fatos
Seguem as explicações sobre a ocorrência desses mesmos fatos, segundo os ensinamentos
de Carlos Fernando, médium e aprendiz de discípulo de Cristo, recepcionador e co-fundador e
membro da Igreja ICEU – IGREJA CRISTÃ ECUMÊNICA ESPÍRITA UNIVERSAL (Vide:
[Blog:portaldaiceu.blogspot.com]–[FACEBOOK] – [Site: www.iceuigrejaecumenica.8m.net].
A IGREJA ICEU, é, também, um ramo da Jerusalém Espiritual: A Igreja Universal e Invisível de Cristo.
Sua finalidade é a Evangelização do Espírito/homem. [IICo. 3:12; Hb.12:22-29]
INTRODUÇÃO:
Amados e fraternos irmãos de humanidade, reencarnados e desencarnados, dirijo-me aos vossos espíritos, e em razão de tê-los, como eu mesmo, por iguais aprendizes das lições de Jesus Cristo, para tratar dos fatos relacionados ao Pentecostes – A Descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos e Discípulos de Jesus, O Cristo de Deus. Desejando que com a verdade, a lógica iluminada e a fé raciocinada, tais ocorrências sejam de todos conhecidas, sem as marcas do misticismo materialista, e mesmo espiritualista, como gostam delas desenvolverem e apreciarem os espíritos desvirtuados da verdade, para, então, distorcendo os fatos, dominarem a outros, os quais, religiosamente os seguem. Verdade que não esgotarei as análises do presente estudo, mas, a sua exposição não deverá suscitar dúvida alguma, pois, por verdadeiras em si mesmas, ainda me fixarei em selecionadas citações Bíblicas e Doutrinárias, e/ou de outras fontes confiáveis, para buscar me fazer acolhido por vossas mentes e corações. Fiz questão de inserir algumas imagens relacionadas à Igreja ICEU, vez Ela o ser uma verdadeira Obra do Amor Cristão. Já as minhas fotos e uma pintura, abaixo e in fine, apostas, que não sejam interpretadas por ato de vaidade minha, mas as apresentei para quem ler este estudo um pouco me conheça, pois muitos até perguntam quem eu sou, que imagem ou aparência eu tive e tenho, e me vejam como igual aprendiz das lições de Jesus Cristo. O estudo, que será pedagogicamente breve, com sua conclusão, pretende fazê-los, mais do que já o são, vivos e ardorosos e melhores cristãos. E, como eu o sou, e como me apresento: um Cristão Espírita. Assim, amaí-vos, instruí-vos e uní-vos! Saúdo-vos, em o nome de DEUS, de Jesus Cristo e do Espírito de Verdade/Consolador/Espírito Santo!
I – DAS CITAÇÕES BÍBLICO-EVANGÉLICAS:
“Na verdade, há um espírito no homem, e a inspiração do Todo-Poderoso o faz entendido.” (Jó 32 : 8) “Eu, em verdade, tenho-vos batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo.” (Marcos 1 : 8) “Respondeu João a todos, dizendo: Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar a correia das alparcas; esse vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.” (Lucas 3 : 16) “Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.” (João 3 : 5) “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.” (João 4 : 23) “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” (João 4 : 24) “Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias.” (Atos 1 : 5)
JOÃO, Capítulo 14: 1 NÃO se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. 2 Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. 3 E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. 4 Mesmo vós sabeis para onde vou, e conheceis o caminho. 5 Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho? 6 Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. 7 Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto. 8 Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta. 9 Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? 10
Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras. 11 Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras. 12 Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai. 13 E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. 14 Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.
15 Se me amais, guardai os meus mandamentos. 16 E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; 17 O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós. 18 Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós. 19 Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais, mas vós me vereis; porque eu vivo, e vós vivereis. 20 Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós. 21 Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele. 22 Disse-lhe Judas (não o Iscariotes): SENHOR, de onde vem que te hás de manifestar a nós, e não ao mundo? 23 Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada. 24 Quem não me ama não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou. 25 Tenho-vos dito isto, estando convosco. 26 Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito. 27 Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. 28 Ouvistes que eu vos disse: Vou, e venho para vós. Se me amásseis, certamente exultaríeis porque eu disse: Vou para o Pai; porque meu Pai é maior do que eu. 29 Eu vo-lo disse agora antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis. 30 Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim; 31 Mas é para que o mundo saiba que eu amo o Pai, e que faço como o Pai me mandou. Levantai-vos, vamo-nos daqui.
JOÃO, Capítulo 15: 1 EU sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. 2 Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. 3 Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado. 4 Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. 5 Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. 6 Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem. 7 Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito. 8 Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. 9 Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós; permanecei no meu amor. 10 Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor. 11 Tenho-vos dito isto, para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo. 12 O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. 13 Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. 14 Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. 15 Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer. 16 Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda. 17 Isto vos mando: Que vos ameis uns aos outros. 18 Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. 19 Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. 20 Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu SENHOR. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. 21 Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou. 22 Se eu não viera, nem lhes houvera falado, não teriam pecado, mas agora não têm desculpa do seu pecado. 23 Aquele que me odeia, odeia também a meu Pai. 24 Se eu entre eles não fizesse tais obras, quais nenhum outro tem feito, não teriam pecado; mas agora, viram-nas e me odiaram a mim e a meu Pai. 25 Mas é para que se cumpra a palavra que está escrita na sua lei: Odiaram-me sem causa. 26 Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim. 27 E vós também testificareis, pois estivestes comigo desde o princípio.
JOÃO, Capítulo 16:1 TENHO-VOS dito estas coisas para que vos não escandalizeis. 2 Expulsar-vos-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar cuidará fazer um serviço a Deus. 3 E isto vos farão, porque não conheceram ao Pai nem a mim. 4 Mas tenho-vos dito isto, a fim de que, quando chegar aquela hora, vos lembreis de que já vo-lo tinha dito. E eu não vos disse isto desde o princípio, porque estava convosco. 5 E agora vou para aquele que me enviou; e nenhum de vós me pergunta: Para onde vais? 6 Antes, porque isto vos tenho dito, o vosso coração se encheu de tristeza. 7 Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador
não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. 8 E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. 9 Do pecado, porque não crêem em mim; 10 Da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; 11 E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado. 12 Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. 13 Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. 14 Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar. 15 Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar. 16 Um pouco, e não me vereis; e outra vez um pouco, e ver-me-eis; porquanto vou para o Pai. 17 Então alguns dos seus discípulos disseram uns aos outros: Que é isto que nos diz? Um pouco, e não me vereis; e outra vez um pouco, e ver-me-eis; e: Porquanto vou para o Pai? 18 Diziam, pois: Que quer dizer isto: Um pouco? Não sabemos o que diz. 19 Conheceu, pois, Jesus que o queriam interrogar, e disse-lhes: Indagais entre vós acerca disto que disse: Um pouco, e não me vereis, e outra vez um pouco, e ver-me-eis? 20 Na verdade, na verdade vos digo que vós chorareis e vos lamentareis, e o mundo se alegrará, e vós estareis tristes, mas a vossa tristeza se converterá em alegria. 21 A mulher, quando está para dar à luz, sente tristeza, porque é chegada a sua hora; mas, depois de ter dado à luz a criança, já não se lembra da aflição, pelo prazer de haver nascido um homem no mundo. 22 Assim também vós agora, na verdade, tendes tristeza; mas outra vez vos verei, e o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém vo-la tirará. 23 E naquele dia nada me perguntareis. Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar. 24 Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis, para que o vosso gozo se cumpra. 25 Disse-vos isto por parábolas; chega, porém, a hora em que não vos falarei mais por parábolas, mas abertamente vos falarei acerca do Pai. 26 Naquele dia pedireis em meu nome, e não vos digo que eu rogarei por vós ao Pai; 27 Pois o mesmo Pai vos ama, visto como vós me amastes, e crestes que saí de Deus. 28 Saí do Pai, e vim ao mundo; outra vez deixo o mundo, e vou para o Pai. 29 Disseram-lhe os seus discípulos: Eis que agora falas abertamente, e não dizes parábola alguma. 30 Agora conhecemos que sabes tudo, e não precisas de que alguém te interrogue. Por isso cremos que saíste de Deus.
31 Respondeu-lhes Jesus: Credes agora? 32 Eis que chega a hora, e já se aproxima, em que vós sereis dispersos cada um para sua parte, e me deixareis só; mas não estou só, porque o Pai está comigo. 33 Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.
ATOS (dos Apóstolos):
Cap. 1:5 – “Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias.”
A Descida do Espírito Santo:
Cap. 2:1 – E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; 2 E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. 3 E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. 4 E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. 5 E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu. 6 E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. 7 E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses homens que estão falando? 8 Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos? 9 Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Ásia, 10 E Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, 11 Cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus. 12 E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer? 13 E outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto.
O discurso de Pedro no dia de Pentecostes
14 Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a sua voz, e disse-lhes: Homens judeus, e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras.15 Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo a terceira hora do dia. 16 Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: 17 E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos terão sonhos; 18 E também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão; 19 E farei aparecer prodígios em cima, no céu; E sinais em baixo na terra, Sangue, fogo e vapor de fumo. 20 O sol se converterá em trevas, E a lua em sangue, Antes de chegar o grande e glorioso dia do Senhor; 21 E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. 22 Homens israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis; 23 A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos; 24 Ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela; 25 Porque dele disse Davi: Sempre via diante de mim o Senhor, Porque está à minha direita, para que eu não seja comovido; 26 Por isso se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; E ainda a minha carne há de repousar em esperança; 27 Pois não deixarás a minha alma no inferno, Nem permitirás que o teu Santo veja a corrupção; 28 Fizeste-me conhecidos os caminhos da vida; Com a tua face me encherás de júbilo. 29 Homens irmãos, seja-me lícito dizer-vos livremente acerca do patriarca Davi, que ele morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura. 30 Sendo, pois, ele profeta, e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono, 31 Nesta previsão, disse da ressurreição de Cristo, que a sua alma não foi deixada no inferno, nem a sua carne viu a corrupção. 32 Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas. 33 De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis. 34 Porque Davi não subiu aos céus, mas ele próprio diz: Disse o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, 35 Até que ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés. 36 Saiba, pois, com certeza toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.
As primeiras conversões: 37 E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, homens irmãos? 38 E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo; 39 Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar. 40 E com muitas outras palavras isto testificava, e os exortava, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa. 41 De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas, 42 E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. 43 E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. 44 E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. 45 E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de míster. 46 E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam
juntos com alegria e singeleza de coração, 47 Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.
CARTA de Apóstolo PAULO aos CORÍNTIOS:
Capítulo 14:1 Segui o amor, e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar. 2 Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala mistérios. 3 Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação. 4 O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja. 5 E eu quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que profetizeis; porque o que profetiza é maior do que o que fala em línguas, a não ser que também interprete para que a igreja receba edificação. 6 E agora, irmãos, se eu for ter convosco falando em línguas, que vos aproveitaria, se não vos falasse ou por meio da revelação, ou da ciência, ou da profecia, ou da doutrina? 7 Da mesma sorte, se as coisas inanimadas, que fazem som, seja flauta, seja cítara, não formarem sons distintos, como se conhecerá o que se toca com a flauta ou com a cítara? 8 Porque, se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha? 9 Assim também vós, se com a língua não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? Porque estareis como que falando ao ar. 10 Há, por exemplo, tanta espécie de vozes no mundo, e nenhuma delas é sem significação. 11 Mas, se eu ignorar o sentido da voz, serei bárbaro para aquele a quem falo, e o que fala será bárbaro para mim. 12 Assim também vós, como desejais dons espirituais, procurai abundar neles, para edificação da igreja. 13 Por isso, o que fala em língua desconhecida, ore para que a possa interpretar. 14 Porque, se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto. 15 Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento. 16 De outra maneira, se tu bendisseres com o espírito, como dirá o que ocupa o lugar de indouto, o Amém, sobre a tua ação de graças, visto que não sabe o que dizes? 17 Porque realmente tu dás bem as graças, mas o outro não é edificado. 18 Dou graças ao meu Deus, porque falo mais línguas do que vós todos. 19 Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida. 20 Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento. 21 Está escrito na lei: Por gente de outras línguas, e por outros lábios, falarei a este povo; e ainda assim me não ouvirão, diz o Senhor. 22 De sorte que as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis; e a profecia não é sinal para os infiéis, mas para os fiéis. 23 Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos? 24 Mas, se todos profetizarem, e algum indouto ou infiel entrar, de todos é convencido, de todos é julgado. 25 Portanto, os segredos do seu coração ficarão manifestos, e assim, lançando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus, publicando que Deus está verdadeiramente entre vós. 26 Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. 27 E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete. 28 Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus. 29 E falem dois ou três profetas, e os outros julguem. 30 Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro. 31 Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros; para que todos aprendam, e todos sejam consolados. 32 E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas. 33 Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos. 34 As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. 35 E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja. 36 Porventura saiu dentre vós a palavra de Deus? Ou veio ela somente para vós? 37 Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor. 38 Mas, se alguém ignora isto, que ignore. 39 Portanto, irmãos, procurai, com zelo, profetizar, e não proibais falar línguas. 40 Mas faça-se tudo decentemente e com ordem.
II – DAS CITAÇÕES DOUTRINÁRIAS e/ou DE OUTRAS FONTES CONFIÁVEIS:
1. – O Livro dos Espíritos, da codificação de Allan Kardec (fonte: FEB – Federação Espírita Brasileira)
1. – O LIVROS DOS ESPÍRITOS, da codificação de ALLAN KARDEC (fonte: FEB – Federação Espírita Brasileira)
FORMA E UBIQÜIDADE(1) DOS ESPÍRITOS: (1 – Ubiqüidade: capacidade de estar em vários lugares ao mesmo tempo. É um atributo de Espíritos de grande evolução (N. E.) 88 Os Espíritos têm uma forma determinada, limitada e constante? – A vossos olhos, não; aos nossos, sim. O Espírito é, se quiserdes, uma chama, um clarão ou uma centelha etérea. 88 a Essa chama ou centelha tem uma cor qualquer? – Para vós, ela varia do escuro ao brilho do rubi, conforme seja o Espírito mais ou menos puro. [É costume representarem-se os gênios com uma chama ou uma estrela sobre a fronte. É uma alegoria que lembra a natureza essencial dos Espíritos. Coloca-se no alto da cabeça, porque é aí a sede da inteligência.] 89 Os Espíritos gastam algum tempo para percorrer o espaço? – Sim; porém, rápido como o pensamento. 89 a O pensamento não é a própria alma que se transporta? – Quando o pensamento está em algum lugar, a alma está também, uma vez que é a alma que pensa. O pensamento é um atributo da alma. 90 O Espírito que se transporta de um lugar a outro tem consciência da distância que percorre e dos espaços que atravessa, ou é subitamente transportado para o lugar aonde quer ir? – Ocorrem ambas as coisas. O Espírito pode muito bem, se o quiser, se dar conta da distância que percorre, mas essa distância pode também não ser sentida e até completamente despercebida. Isso depende de sua vontade e de sua natureza mais ou menos depurada. 91 A matéria oferece algum obstáculo aos Espíritos? – Não, eles penetram em tudo: o ar, a terra, as águas e até mesmo o fogo lhes são igualmente acessíveis. 134 O que é a alma? – Um Espírito encarnado. 134 a O que era a alma antes de se unir ao corpo? – Um Espírito. 134b As almas e os Espíritos são, portanto, uma e a mesma coisa? – Sim, as almas são os Espíritos. Antes de se unir ao corpo, a alma é um dos seres inteligentes que povoam o mundo invisível e se revestem temporariamente de um corpo carnal para se purificar e se esclarecer. 135 Há no homem outra coisa mais que a alma e o corpo? – Há o laço que une a alma ao corpo. 135 a Qual é a natureza desse laço? – Semimaterial, ou seja, de natureza intermediária entre o Espírito e o corpo. É preciso que assim seja para que possam se comunicar um com o outro. É por esse princípio que o Espírito age sobre a matéria e viceversa. [Desse modo, o homem é formado de três partes essenciais: 1ª) O corpo ou ser material, semelhante ao dos animais e animado pelo mesmo princípio vital; 2ª) A alma, Espírito encarnado que tem no corpo a sua habitação; 3ª) O princípio intermediário ou perispírito, substância semimaterial que serve de primeiro envoltório ao Espírito e une a alma ao corpo físico. São como num fruto: a semente, o perisperma e a casca.] 136 A alma é independente do princípio vital? – O corpo é apenas o envoltório, repetimos isso constantemente. 136 a O corpo pode existir sem a alma? – Sim, pode; porém, desde que cesse a vida no corpo, a alma o abandona. Antes do nascimento, não há união definitiva entre a alma e o corpo; ao passo que, depois que essa união está estabelecida, só a morte do corpo rompe os laços que o unem à alma, que o deixa. A vida orgânica pode animar um corpo sem alma, mas a alma não pode habitar um corpo em que não há vida orgânica. 136 b O que seria nosso corpo se não houvesse alma? – Uma massa de carne sem inteligência, tudo o que quiserdes, exceto um ser humano. 137 Um mesmo Espírito pode encarnar em dois corpos diferentes ao mesmo tempo? – Não; o Espírito é indivisível e não pode animar simultaneamente dois seres diferentes. (Veja O Livro dos Médiuns, Segunda Parte, cap. 7 – Da Bicorporeidade e da Transfiguração.) 138 Que pensar daqueles que consideram a alma como o princípio da vida material? – É uma questão de palavras que não nos diz respeito. Começai por vos entenderdes a vós mesmos. 139 Alguns Espíritos e, antes deles, alguns filósofos definiram assim a alma: “Uma centelha anímica emanada do grande Todo”. Por que essa contradição? – Não há contradição; depende da significação das palavras. Por que não tendes uma palavra para cada coisa? [A
palavra alma é empregada para exprimir coisas muito diferentes. Uns chamam alma o princípio da vida, e com esse entendimento é exato dizer, em sentido figurado, que a alma é “uma centelha anímica emanada do grande Todo”. Essas últimas palavras indicam a fonte universal do princípio vital do qual cada ser absorve uma porção que, depois da morte, retorna à massa. Essa idéia não exclui a de um ser moral distinto, independente da matéria e que conserva sua individualidade. É esse ser que se chama, igualmente, alma, e é nesse sentido que se pode dizer que a alma é um Espírito encarnado. Ao dar à alma definições diferentes, os Espíritos falaram conforme a idéia que faziam da palavra e de acordo com as idéias terrestres de que ainda estavam mais ou menos imbuídos. Isso decorre da insuficiência da linguagem humana, que não tem uma palavra para cada idéia, gerando uma infinidade de enganos e discussões. Eis por que os Espíritos superiores nos dizem que nos entendamos primeiro acerca das palavras (Ver na Introdução explicação mais detalhada de alma. (Introdução de O Livro dos Espíritos)]. LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA: 835 A liberdade de consciência é uma conseqüência da de pensar? – A consciência é um pensamento íntimo que pertence ao homem, como todos os outros pensamentos. 836 O homem tem direito de colocar obstáculos à liberdade de consciência? – Não, nem à liberdade de pensar. Pertence apenas a Deus o direito de julgar a consciência. Se os homens regulam por suas leis as relações de homem para homem, Deus, pelas leis da natureza, regula as relações do homem com Deus. 837 Qual o resultado dos obstáculos postos à liberdade de consciência? – Constranger os homens a agir de modo diferente do que pensam, torná-los hipócritas. A liberdade de consciência é uma das características da verdadeira civilização e do progresso. 838 Toda crença é respeitável mesmo que seja notoriamente falsa? – Toda crença é respeitável quando é sincera e conduz à prática do bem. As crenças condenáveis são as que conduzem ao mal. 839 É repreensível escandalizar na sua crença aquele que não pensa como nós? – É falta de caridade e ofende a liberdade de pensamento. 840 Será atentar contra a liberdade de consciência impor restrições às crenças que provocam problemas à sociedade? – Podem-se reprimir os atos, mas a crença íntima é inacessível. [Reprimir os atos exteriores de uma crença quando ela ocasiona um prejuízo qualquer aos outros não é atentar contra a liberdade de consciência, porque a repressão não impede a pessoa de manter a crença.] 841 Deve-se, em respeito à liberdade de consciência, deixar que se propaguem doutrinas nocivas e pode-se, sem prejudicar essa liberdade, procurar trazer de volta ao caminho da verdade aqueles que se perderam ao admitir falsos princípios? – Certamente que sim; e até mesmo se deve. Mas ensinai a exemplo de Jesus, pela doçura e persuasão, e não pela força, o que seria pior que a crença daquele a quem se quer convencer. Se há algo que seja permitido impor é o bem e a fraternidade. Mas não acreditamos que o meio de levá-los a admitir seja agindo com violência: a convicção não se impõe. 842 Todas as doutrinas têm a pretensão de ser a única expressão da verdade; como se pode reconhecer a que tem o direito de se posicionar assim? – Será aquela que faz mais homens de bem e menos hipócritas, ou seja, pela prática da lei de amor e de caridade em sua maior pureza e sua aplicação mais abrangente. A esse sinal reconheceis que uma doutrina é boa, já que toda doutrina que semear a desunião e estabelecer uma demarcação entre os filhos de Deus só pode ser falsa e nociva.
2. – DO LIVRO CÉU E INFERNO, da codificação de ALLAN KARDEC (fonte: PDF Livros – “www.pdflivros.com)
Na comunicação do espírito de Jobard, que destaco, lê-se: “9. Vedes os Espíritos que aqui estão conosco? R. — Vejo, principalmente Lázaro e Erasto; depois, mais afastado, o Espírito de Verdade pairando no espaço, depois, ainda, uma multidão de Espíritos que vos cercam, solícitos e benévolos.“
M. JOBARD: Diretor do Museu da Indústria de Bruxelas, nascido em Baissey (Alto Marne) e falecido em Bruxelas, de apoplexia fulminante, a 27 de outubro de 1861, com sessenta e nove anos de idade. I – O Sr. Jobard era presidente honorário da Sociedade Espírita de Paris e tratava-se de o evocar, na sessão de 8 de novembro,
quando, antecipando-se ao nosso desejo, espontaneamente deu a seguinte comunicação: “Aqui estou eu a quem íeis evocar, manifestando-me por este médium que até agora tenho solicitado baldamente. Antes de tudo desejo descrever as minhas impressões por ocasião do meu desprendimento: senti um abalo indizível; lembrei-me instantaneamente do meu nascimento, da minha juventude, da minha velhice; toda a minha vida se me retratou nitidamente na memória. Eu sentia apenas um como piedoso desejo de me achar enfim nas regiões reveladas pela nossa crença. Depois, o tumulto serenou: eu estava livre e o meu corpo jazia inerte. Ah! meus caros amigos,que prazer se experimenta sem o peso do corpo! Quanta alegria no abranger o Espaço! Não julgueis, no entanto, que me tenha tornado repentinamente um eleito do Senhor; não, eu estou entre os Espíritos que, tendo aprendido um pouco, muito devem aprender ainda. Não tardou muito que de vós me lembrasse, irmãos de exílio, e asseguro-vos toda a minha simpatia, todos os meus votos vos cercam. “Quereis saber que Espíritos me receberam? quais asminhas impressões? pois bem, amigos, foram todos os que evocamos, todos os irmãos que compartilharam dos nossos trabalhos. Eu vi o esplendor, mas não posso descrevê-lo. Apliquei-me a discernir o que era verdadeiro nas comunicações, pronto a contraditar tudo que fosse errôneo, pronto a ser o cavaleiro andante da verdade neste mundo, tal como o fui ao vosso. Jobard.” 1. Quando estáveis na Terra, recomendastes-nos para vos evocarmos, e ora o fazemos, não só para satisfazer aquele desejo, como para testemunhar-vos ainda uma vez a nossa sincera simpatia, instruindo-nos ao mesmo tempo, visto que ninguém melhor que vós pode dar-nos esclarecimentos precisos sobre esse mundo em que hoje habitais. Dar-nos-emos por felizes se houverdes por bem responder às nossas perguntas. — R. Presentemente o que mais se impõe é a vossa instrução. Quanto à vossa simpatia, entrevejo-a e tenho a prova dela tão-só pelo que ouço, o que é já um enorme progresso. 2. Para fixarmos idéias e não divagar, principiamos por perguntar em que lugar vos achais aqui, e como vos veríamos se tal coisa nos fosse facultada? — R. Estou junto do médium, com a aparência do mesmo Jobard que se sentava à vossa mesa, visto que os vossos olhos mortais, ainda vendados, não podem ver os Espíritos senão sob a sua forma mortal. 3. Podereis tornar-vos visível? No caso contrário, qual a dificuldade? — R. A disposição que vos diz respeito é que é toda pessoal. Um médium vidente ver-me-ia, e os outros não. 4. O vosso lugar aqui é o mesmo de quando assistíeis encarnado às nossas sessões e que vos reservamos? Aqueles, pois, que em tais condições vos viram, poderão supor que aí estais tal qual éreis então, visto que aí não estais com o corpo material de outrora, estais no entanto com o corpo fluídico de agora e com a mesma forma. Se vos não vemos com os olhos do corpo, vemos-vos com o pensamento; senão podeis comunicar pela palavra, podeis pela escrita, com auxílio de um médium; assim as nossas relações de forma alguma se romperam com a vossa morte e podemos entretê-las tão fácil e completamente como outrora. É assim precisamente que se passam as coisas? — R. Sim, e há muito que o sabeis. Ocuparei este lugar muitas vezes, e mesmo sem o saberdes, uma vez que o meu Espírito habitará entre vós. Chamamos a atenção para esta última frase: o meu Espírito habitará entre vós, que, neste caso, não é uma simples figura, porém, realidade. Pelo conhecimento que o Espiritismo nos dá sobre a natureza dos Espíritos, sabemos que qualquer um pode achar-se entre nós, não só em pensamento, mas pessoalmente, com seu corpo etéreo, que o torna uma individualidade distinta. Um Espírito tanto pode, conseguintemente, habitar entre nós depois de morto como quando vivo, ou, por outra, melhor ainda depois de morto, uma vez que pode ir e vir livre e voluntariamente. Deste modo temos lima multidão de comensais invisíveis, indiferentes uns, outros atraídos por afeição. É a estes últimos que se aplica esta frase: Eles habitam entre nós, que se poderá interpretar assim: Eles nos assistem, inspiram e protegem. 5. Não há muito que encarnado vos sentáveis nesse mesmo lugar. As condições em que ora o fazeis parecer-vos-ão estranhas? Qual o efeito da mudança de estado? — R. De modo algum se me afiguram estranhas as condições, porque o meu Espírito desencarnado goza de lucidez perfeita para não deixar irresolutas quaisquer questões que encare. 6. Lembrai-vos de haver estado nas mesmas condições anteriormente à última existência? Experimentais qualquer mudança a este respeito comparando as situações presente e passada? — R. Recordo-me das existências anteriores e sinto-me melhorado, por isso que me identifico com o que vejo, ao passo que, perturbado nas precedentes existências, só me apercebia das faltas terrenas. 7. Lembrai-vos da penúltima encarnação, da que precedeu a do Sr. Jobard? — R. Se me lembro… Fui um operário mecânico acossado pela miséria e pelo desejo de aperfeiçoara minha arte. Como Jobard, realizei os sonhos do pobre operário, e dou graças a Deus cuja bondade infinita fez germinar a planta, e cuja semente depositara em meu cérebro. 8. Já vos tendes comunicado em outra parte? — R. Pouco me tenho comunicado. Em muitos lugares um Espírito tomou-me o nome; algumas vezes estava eu perto dele sem que pudesse comunicar-me diretamente.
Tão recente é aminha morte que participo ainda de certas influências terrestres. É preciso que haja perfeita simpatia para poder exprimir o meu pensamento. Em breve operarei incondicionalmente, mas por enquanto, repito, não posso fazê-lo. Quando morre um homem um tanto conhecido, é chamado de todos os lados e inúmeros Espíritos se dão pressa de apossar-se da sua individualidade. Eis o que comigo se tem passado em muitos casos. Asseguro-vos que, logo após ao desprendimento, poucos Espíritos podem comunicar -se,mesmo por um médium predileto. 9. Vedes os Espíritos que aqui estão conosco? R. — Vejo, principalmente Lázaro e Erasto; depois, mais afastado, o Espírito de Verdade pairando no espaço, depois, ainda, uma multidão de Espíritos que vos cercam, solícitos e benévolos. Sede felizes, amigos, pois benéficas influências vos disputam às garras do erro. 10. Quando encarnado compartilháveis da opinião emitida sobre a formação da Terra pela incrustação de quatro planetas que se teriam unido: — Sois ainda da mesma opinião? — R. É um erro. As novas descobertas geológicas provam as convulsões da Terra e sua formação gradual e sucessiva. A Terra, como os outros planetas, teve sua vida própria, e Deus não precisou lançar mão dessa grande desordem que seria a agregação de planetas. A água e o fogo são os únicos elementos orgânicos da Terra. 11. Admitíeis também que os homens pudessem cair num estado cataléptico por tempo ilimitado, e que o gênero humano tivesse assim aparecido na Terra? — R. Pura ilusão da minha mente, que ultrapassava sempre o seu fim. A catalepsia pode ser longa, porém, não indeterminada: tradições, legendas exageradas pela imaginação oriental. Meus amigos, muito tenho sofrido, já com as ilusões que alimentaram o meu Espírito; não vos iludais a tal respeito. Muito aprendi e posso hoje dizervos que a minha inteligência, apta para assimilar diversos e vastos estudos, guardará no entanto, de sua última encarnação, o pendor para o maravilhoso e místico, hauridos nas imaginações populares. Ainda agora, pouco me tenho ocupado das questões puramente intelectuais, no sentido em que as julgais. E como poderia eu fazê-lo, deslumbrado e aturdido pelo maravilhoso espetáculo que me cerca? O vínculo do Espiritismo, que vós homens não podeis compreender, só ele pode atrair-me a esta terra que abandono — não direi com alegria, por ser uma impiedade — mas com o profundo reconhecimento da libertação. Quando a Sociedade abriu uma subscrição em favor dos operários de Lião, em fevereiro de 1862, um consócio subscreveu50 fr., sendo 25 por si e 25 em nome do Sr. Jobard, que, então, deu a tal respeito a comunicação seguinte:“Exulto e lisonjeio-me de não ter sido esquecido entre os meus irmãos espíritas. Agradeço ao coração generoso que vos trouxe o óbolo que eu daria se habitasse ainda o vosso mundo. Neste em que ora resido é nula a necessidade de dinheiro, de modo que me foi preciso recorrer à bolsa da amizade para provar materialmente que também a mim me compungia o infortúnio dos irmãos de Lião. Intrépidos cultores da vinha do Senhor, muito deveis convencer-vos de que a caridade não é uma palavra oca, pois grandes e pequenos vos patentearam, na emergência, sentimentos de simpatia e fraternidade. Estais na grande via humanitária do progresso. Pois bem: praza a Deus sejais ditosos na jornada, e os Espíritos amigos que vos sustentem para que triunfeis afinal. Eu começo a viver espiritualmente, mais calmo, menos perturbado pelas evocações constantes que sobre mim choviam. A moda também atua sobre os Espíritos, e quando Jobard, em moda, passar da moda, então, pedirá aos seus amigos sérios que o evoquem. Aprofundaremos então questões superficialmente tratadas, e o vosso Jobard, completamente transfigurado, poderá ser útil, como deseja de todo o coração. Jobard.”Passados os primeiros tempos consagrados ao alento dos seus amigos, o Sr. Jobard colocou-se entre os Espíritos que ativamente propugnam pela renovação social, esperando uma nova encarnação terrena para tomar parte ainda mais ativa e direta nesse movimento. Depois dessa época, ele deu à Sociedade de Paris, onde continua como cooperador, comunicações de incontestável superioridade, sem se desviar da originalidade e repentes que constituíam o fundo do seu caráter, a ponto de se fazer reconhecido antes de assinar. (fonte: PDF Livros – “www.pdflivros.com)
3.- DO LIVRO A GÊNESE, da codificação de ALLAN KARDEC (fonte: Feb – Federação Espírita Brasileira – 36ª edição – págs. 385-390 -Título do original francês: LA GENÈSE, LES MIRACLES ET LES PRÉDICTIONS SELON LE SPIRITISME (Paris, 6 janeiro 1868) Tradução de GUILLON RIBEIRO da 5ª edição francesa)
ANUNCIAÇÃO DO CONSOLADOR:
“- Se me amais, guardai os meus mandamentos – e eu pedirei a meu Pai e ele vos enviará outro Consolador, a fim de que fique eternamente convosco: – O Espírito de Verdade que o mundo não pode receber, porque não o vê; vós, porém, o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós. – Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e fará vos lembreis de tudo o que vos tenho dito. (S. João, cap. XIV, vv. 15 a 17 e 26. – O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VI.)
36. – Entretanto, digo-vos a verdade: Convém que eu me vá, porquanto, se eu não me for, o Consolador não vos virá; eu, porém, me vou e vo-lo enviarei. – E, quando ele vier, convencerá o mundo no que respeita ao pecado, à justiça e ao juízo: – no que respeita ao pecado, por não terem acreditado em mim; – no que respeita à justiça, porque me vou para meu Pai e não mais me vereis; no que respeita ao juízo, porque já está julgado o príncipe deste mundo. Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas presentemente não as podeis suportar. Quando vier esse Espírito de Verdade, ele vos ensinará toda a verdade, porquanto não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tenha escutado e vos anunciará as coisas porvindouras. Ele me glorificará, porque receberá do que está em mim e vo-lo anunciará. (S. João, cap. XVI, vv. 7 a 14.)
37. – Esta predição, não há contestar, é uma das mais importantes, do ponto de vista religioso, porquanto comprova, sem a possibilidade do menor equívoco, que Jesus não disse o que tinha a dizer, pela razão de que não o teriam compreendido nem mesmo seus apóstolos, visto que a eles é que o Mestre se dirigia. Se lhes houvesse dado instruções secretas, os Evangelhos fariam referência a tais instruções, Ora, desde que ele não disse tudo a seus apóstolos, os sucessores destes não terão podido saber mais do que eles, com relação ao que foi dito; ter-se-ão possivelmente enganado, quanto ao sentido das palavras do Senhor, ou dado interpretação falsa aos seus pensamentos, muitas vezes velados sob a forma parabólica. As religiões que se fundaram no Evangelho não podem, pois, dizer-se possuidoras de toda a verdade, porquanto ele, Jesus, reservou para si a completação ulterior de seus ensinamentos. O princípio da imutabilidade, em que elas se firmam, constitui um desmentido às próprias palavras do Cristo. Sob o nome de Consolador e de Espírito de Verdade, Jesus anunciou a vinda daquele que havia de ensinar todas as coisas e de lembrar o que ele dissera. Logo, não estava completo o seu ensino. E, ao demais, prevê não só que ficaria esquecido, como também que seria desvirtuado o que por ele fora dito, visto que o Espírito de Verdade viria tudo lembrar e, de combinação com Elias, restabelecer todas as coisas, isto é, pô-las de acordo com o verdadeiro pensamento de seus ensinos.
38. – Quando terá de vir esse novo revelador? É evidente que se, na época em que Jesus falava, os homens não se achavam em estado de compreender as coisas que lhe restavam a dizer, não seria em alguns anos apenas que poderiam adquirir as luzes necessárias a entendê-las. Para a inteligência de certas partes do Evangelho, excluídos os preceitos morais, faziam-se mister conhecimentos que só o progresso das ciências facultaria e que tinham de ser obra do tempo e de muitas gerações. Se, portanto, o novo Messias tivesse vindo pouco tempo depois do Cristo, houvera encontrado o terreno ainda nas mesmas condições e não teria feito mais do que o mesmo Cristo. Ora, desde aquela época até os nossos dias, nenhuma grande revelação se produziu que haja completado o Evangelho e elucidado suas partes obscuras, indicio seguro de que o Enviado ainda não aparecera.
39. – Qual deverá ser esse Enviado? Dizendo: «Pedirei a meu Pai e ele vos enviará outro Consolador», Jesus claramente indica que esse Consolador não seria ele, pois, do contrário, dissera: «Voltarei a completar o que vos tenho ensinado.» Não só tal não disse, como acrescentou: A fim de que fique eternamente convosco e ele estará em vós. Esta proposição não poderia referir-se a uma individualidade encarnada, visto que não poderia ficar eternamente conosco, nem, ainda menos, estar em nós; compreendemo-la, porém, muito bem com referência a uma doutrina, a qual, com efeito, quando a tenhamos assimilado, poderá estar eternamente em nós. O Consolador é, pois, segundo o pensamento de Jesus, a personificação de uma doutrina soberanamente consoladora, cujo inspirador há de ser o Espírito de Verdade.
40 – O Espiritismo realiza, como ficou demonstrado (cap. 1, nº 30), todas as condições do Consolador que Jesus prometeu. Não é uma doutrina individual, nem de concepção humana; ninguém pode dizer-se seu criador. É fruto do ensino coletivo dos Espíritos, ensino a que preside o Espírito de Verdade. Nada suprime do Evangelho: antes o completa e elucida. Com o auxílio das novas leis que revela, conjugadas essas leis às que a Ciência já descobrira, faz se compreenda o que era ininteligível e se admita a possibilidade daquilo que a incredulidade considerava inadmissível. Teve precursores e profetas, que lhe pressentiram a vinda. Pela sua força moralizadora, ele prepara o reinado do bem na Terra. A doutrina de Moisés, incompleta, ficou circunscrita ao povo judeu; a de Jesus, mais completa, se espalhou por toda a Terra, mediante o Cristianismo, mas não converteu a todos; o Espiritismo, ainda mais completo, com raízes em todas as crenças, converterá a Humanidade. (1)
41. – Dizendo a seus apóstolos: «Outro virá mais tarde, que vos ensinará o que agora não posso ensinar», proclamava Jesus a necessidade da reencarnação. Como poderiam aqueles homens aproveitar do ensino mais completo que ulteriormente seria ministrado; como estariam aptos a compreendê-lo, se não tivessem de viver novamente? Jesus houvera proferido uma coisa inconseqüente te se, de acordo com a doutrina vulgar, os homens futuros houvessem de ser homens novos, almas saídas do nada por ocasião do nascimento. Admita-se, ao contrário, que os apóstolos e os homens do tempo deles tenham vivido depois; que ainda hoje revivem, e plenamente justificada estará a promessa de Jesus. Tendo-se desenvolvido ao contacto do progresso social, a inteligência deles pode presentemente comportar o que então não podia. Sem a reencarnação a promessa de Jesus fora ilusória.
42. – Se disserem que essa promessa se cumpriu no dia de Pentecostes, por meio da descida do Espírito Santo, poder-se-á responder que o Espírito Santo os inspirou, que lhes desanuviou a inteligência, que desenvolveu neles as aptidões mediúnicas destinadas a facilitar-lhes a missão, porém que nada lhes ensinou além daquilo que Jesus já ensinara, porquanto, no que deixaram, nenhum vestígio se encontra de um ensinamento especial. O Espírito Santo, pois, não realizou o que Jesus anunciara relativamente ao Consolador; a não ser assim, os apóstolos teriam elucidado o que, no Evangelho, permaneceu obscuro até ao dia de hoje e cuja interpretação contraditória deu origem às inúmeras seitas que dividiram o Cristianismo desde os primeiros séculos.
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(1) Todas as doutrinas filosóficas e religiosas trazem o nome do seu fundador. Diz-se: o Moisaísmo, o Cristianismo, o Maometismo, O Budismo, o Cartesianismo, o Furrierismo, o São- Simonismo, etc. A palavra Espiritismo, ao contrário, não lembra nenhuma personalidade; encerra uma idéia geral, que ao mesmo tempo indica o caráter e o tronco multíplice da doutrina.
SEGUNDO ADVENTO DO CRISTO:
43. – Disse então Jesus a seus discípulos: Se algum quiser vir nas minhas pegadas, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me; – porquanto, aquele que quiser salvar a vida a perderá e aquele que perder a vida por amor de mim a encontrará de novo. De que serviria a um homem ganhar o mundo inteiro e perder a alma? Ou por que preço poderá o homem comprar sua alma, depois de a ter perdido? – Porque, o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com seus anjos, e então dará a cada um segundo as suas obras. Digo-vos, em verdade, que alguns daqueles que aqui se encontram não sofrerão a morte, sem que tenham visto vir o Filho do homem no seu reino. (S. Mateus, cap. XVI, vv. 24 a 28.)
44. – Então, levantando-se do meio da assembléia, o sumo-sacerdote interrogou a Jesus desta forma: Nada respondes ao que estes depõem contra ti? – Mas Jesus se conservava em silêncio e não respondeu. Interrogou-o de novo o sumo-sacerdote: És o Cristo, o Filho de Deus para sempre Bendito? – Jesus lhe respondeu: Eu o sou e vereis um dia o Filho do homem assentado à direita da majestade de Deus e vindo sobre as nuvens do céu. Logo o sumo-sacerdote, rasgando as vestes, lhe diz: Que necessidade temos de mais testemunhos? (S. Marcos, cap. XIV, vv. 60 a 63.)
45. – Jesus anuncia o seu segundo advento, mas não diz que voltará à Terra com um corpo carnal, nem que personificará o Consolador. Apresenta-se como tendo de vir em Espírito, na glória de seu Pai, a julgar o mérito e o demérito e dar a cada um segundo as suas obras, quando os tempos forem chegados. Estas palavras: «Alguns há dos que aqui estão que não sofrerão a morte sem terem visto vir o Filho do homem no seu reinado» parecem encerrar uma contradição, pois é incontestável que ele não veio em vida de nenhum daqueles que estavam presentes. Jesus, entretanto, não podia enganar-se numa previsão daquela natureza e, sobretudo, com relação a uma coisa contemporânea e que lhe dizia pessoalmente respeito. Há, primeiro, que indagar se suas palavras foram sempre reproduzidas fielmente. É de duvidar-se, desde que se considere que ele nada escreveu; que elas só foram registradas depois de sua morte; que o mesmo discurso cada evangelista o exarou em termos diferentes, o que constitui prova evidente de que as expressões de que eles se serviram não são textualmente as de que se serviu Jesus. Além disso, é provável que o sentido tenha sofrido alterações ao passar pelas traduções sucessivas. Por outro lado, é indubitável que, se Jesus houvesse dito tudo o que pudera dizer, ele se teria expressado sobre todas as coisas de modo claro e preciso, sem dar lugar a qualquer equívoco, conforme o fez com relação aos princípios de moral, ao passo que foi obrigado a velar o seu pensamento acerca dos assuntos que não julgou conveniente aprofundar.
Persuadidos de que a geração de que faziam parte testemunharia o que ele anunciava, os discípulos foram levados a interpretar o pensamento de Jesus de acordo com aquela idéia. Assim é que redigiram do ponto de vista do presente o que o Mestre dissera, fazendo-o de maneira mais absoluta do que ele próprio o teria feito. Seja como for, o fato é que as coisas não se passaram como eles o supuseram.
46. – A grande e importante lei da reencarnação foi um dos pontos capitais que Jesus não pode desenvolver, porque os homens do seu tempo não se achavam suficientemente preparados para idéias dessa ordem e para as suas conseqüências. Contudo, assentou o princípio da referida lei, como o fez relativamente a tudo mais. Estudada e posta em evidência nos dias atuais pelo Espiritismo, a lei da reencarnação constitui a chave para o entendimento de muitas passagens do Evangelho que, sem ela, parecem verdadeiros contrasensos.”
III – DAS MINHAS CONCLUSÕES:
1 – Como exposto nas citações bíblico-doutrinárias, de pronto, há de se ressaltar que diferenças de entendimentos e práticas religiosas, sobre os fatos ocorridos no Pentecostes, e me refiro o de se “falar em línguas estranhas”, deveras não guardam fidelidade à verdade dos mesmos; sobremaneira, as de ocorrência nas instituições religiosas que as adotem, mesmo que se digam cristãs; vez que, as manifestações ditas com sendo as do “Espírito Santo”, e nelas então, veementemente vivenciadas, seja pela linguagem sempre inintelígivel, e as expressões gestuais, e mesmo quanto aos dos assuntos tratados, em tudo divergem do que de fato ocorreu no dia do Pentecostes, como bem se vê das narrativas bíblicas. Os Apóstolos e Discípulos de Jesus Cristo, falaram em línguas para gentes de nacionalidades diversas e na própria língua deles, e não, repito-o, como tal em nossos dias acontece: uma “linguagem e um gestual estranhos” acomete a quem se diz recepcionador de o “Espírito Santo”, nos templos cristãos e mundo afora. Dúvida inexiste, sobre a possibiidade real de o verdadeiro Espírito de Verdade/Consolador/Espírito Santo, comunicar-se com os homens; mas, há de indagar-se se da maneira como vem ocorrendo é-se possível? Um espírito dessa grandeza se imiscuir-se em assuntos tão domésticos, como o tratar de vestimentas de membros, compra de carros e de casas ou sobre as cores que devem serem ele(a)s pintado(a)s; e outras comezinhas coisas que tais, etç… ?
2 – Creio que o verdadeiro Espírito Santo, que também é identificado como sendo o Consolador e o Espírito de Verdade, e que tem por missão aquela designada por Jesus Cristo, possui deveres, de gestão espiritual e material, sobre a humanidade, muito mais sérios dos que, até televisamente, assistimos, ou como os “atos” e “falas” comumente praticadas nos templos cristãos ou locais diversos. Indago: por que se ante a disciplina religiosa e o respeito aos ensinamentos do Apóstolo Paulo (I Coríntios, Cap.14) os nossos irmãos cristãos, de denominaçãoes tão diversas, não seguem suas orientações? Precavidos, pois, não desdenhemos que espíritos inferiores estão e podem manifestamente influenciarem pessoas, grupos, comunidades, igrejas, governos e até países para mantê-los distantes da Verdade. O orai e vigiai, ensinado pelo Cristo-Jesus, é advertência jubilosa e permanente!
3 – Doutra parte, ressalta-se dos textos bíblico-doutrinários de que o Espírito de Verdade/Santo/Consolador é, de fato e verdade, um espírito possuidor de uma individualidade espíritual e que se faz subordinado ao desenvolvimento de uma missão designada e pedida por Jesus Cristo a Deus, sendo também Ele, O Espírito de Verdade, pois, assessorado em suas atividades, por verdadeiras legiões de Superiores Espíritos – Emissários (anjos) Espirituais, os quais assistem a toda humanidade, reencarnada e desencarnada, os quais, e milhões deles, eu disse milhões e não milhares, estão atuando em favor do progresso espiritual e material da humanidade, estando muitos deles já reencarnados nos diversos quadrantes do planeta terra. Pelas suas obras, nos inúmeros setores das atividades gerais e de participação
e de interesse material e espiritual dos homens, eles são e serão reconhecidos. São homens e mulheres já a serviço do
Reino de Deus!
4 – No Item 3, da CARTA TEOLÓGICA da IGREJA ICEU – Igreja Cristã Ecumênica Espírita Universal, [Favor acessar o
link da Carta Teológica que existe acima ou abaixo: PT.SCRIBD.COM – basta clicar sobre ele(a)] existe uma
SAUDAÇÃO dirigida as espíritos, então chamados a esse Divino Concerto/Banquete Universal, segue:
“03 – PALAVRAS INICIAIS DE SAUDAÇÃO:
Dirigente: Bem-vindos, irmãos, a este reencontro com Deus, através de Jesus Cristo e dos seus mensageiros
superiores, no qual queremos reafirmar nossa fé e o nosso compromisso assumido na Pátria espiritual (Lc. 14:26-
35;18:28-30), antes da nossa reencarnação, reunindo-nos nesta renovada Israel Espiritual.(Lc. 13:18-21;14:15-24; Q.: 262, O
Consolador-Emmanuel-Psic.FCX-FEB)
Público: Deus! Onipotente Criador. Nosso Pai Celestial! Enviastes a este mundo um dos vossos filhos: Jesus Cristo;
Co-fundador deste planeta. Nosso irmão, mestre e senhor; para que através Dele e da manifestação do Espírito
Verdade, pudéssemos: recordar, conhecer e praticar a Vossa lei imutável. Senhor! A Vossa palavra, com
humildade queremos ouvir. (Jo. 12:37-50;15;16: Lc. 24-36-50; Rm. 12:1-21; Qs.: 282 a 290, O Consolador-Emmanuel-Psic.FCXEd. FEB)”
5-Excelente! Especial conhecer a versão da Carta Teológica publicada e divulgada
pelo PORTALDAICEU.BLOGSPOT.COM e FACEBOOK. Irmã(o)s, permita(m) sugerir-lhe(s): veja(m), por exemplo, o que
muitas pessoas no Brasil e no mundo vivenciam e praticam: o Culto de O Evangelho no Lar, com o uso da Carta
Teológica da Igreja ICEU, que é uma síntese da Doutrina Espírita e da Bíblia.
Leia(m)/Estude(m)/Pratique(m)/Divulgue(m)/É gratuito. Carta Teologica ICEU – Culto de Louvor e Adoração a Deus. –
PT.SCRIBD.COM
Por ora, irmãos de caminho, permitam-me, fraternalmente, aconchegar-me aos vossos corações e mentes para
saudá-los e agradecer-lhes pelo caminhar nas páginas desse simplório estudo; e se deles eu for merecedor das
vossas observações, comentários e/ou críticas, se emitidas, rogo-vos seja citada a autoria, e antecipo-lhes pedido
de perdão se eventuais e despropositais incorreções gramaticais ou de citações de fontes estiverem incorretas,
colocando-vos a disposição o meu e-mail: dcfcm@yahoo.com.br.
Também, o presente estudo estará disponibilizado no blog: portaldaiceu.blogspot.com – onde vossas
observações, também poderão serem apostas. Rogo-vos, ainda, as vossas orações e bençãos.
Em DEUS, por Jesus Cristo, o Espírito de Verdade e os Mensageiros Superiores, saúdo-vos!
Itapevi, SP., 06 de Julho de 201
Car
Imagens de Carlos Fernando, médium, aprendiz de discípulo de Jesus Cristo, recepcionador e co-fundador da Igreja ICEU – Igreja Cristã
Ecumênica Universal e/ou Igreja Cristã Espírita Universal. (Pintura óleo sobre tela de autoria do artísta plástico Paulo Acencio)
Dr. Rev. Carlos Fernando Caetano de Moraes – É Advogado, nascido aos 20.07.1950, natural de Garanhuns – PE.

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Carlos Fernando

Carlos Fernando Caetano de Moraes, Advogado, nascido em Garanhuns, Pernambuco no ano de 1.950, reverendo da ICEU Igreja Cristã Espírita Ecumênica Universal.

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