Aprender outras línguas é fundamental no mundo globalizado

 auslander aO empresário Andrez Fernandez Lopez Bernardo em entrevista fala importância de dominar outro idioma. Proprietário da Ausländer, uma escola de idiomas que está em Alphaville e já abriu filiais em Itapevi e região, fala sobre sua trajetória de vida e de como ensinar outras pessoas a falar outras línguas. –“É uma profissão que me encanta.”

“Aprender outras línguas é fundamental no mundo globalizado“

Quem é Andrez Fernandez?

Sou de uma família de Espanhóis que imigraram de Galícia/Espanha para o Brasil e se estabeleceram por aqui. Tenho 33 anos, sou casado há quase 11 anos e tenho 4 filhos. Uma escadinha (9, 8 e 6 anos) e uma “raspinha do tacho” com 1 aninho.

Sobre a vida profissional, quais os caminhos que o levaram a trabalhar com ensino de idiomas?

Acho que esta seja a parte mais interessante da história. Tudo começou quando eu ainda tinha uns 4 anos de idade, e uma tia minha estudava inglês no Senac, na época. Eu me lembro que ainda nem sabia ler ou escrever, mas sempre pegava os livros de inglês dela e ficava folhando. Ainda me lembro do cheiro deles (rsrsrs). E pegava as fitas cassettes e ouvia inúmeras vezes e me encantava com a sonoridade do idioma. Aos 14 anos comecei a aprender inglês sozinho, e aos 16 comecei a dar aulas. Foi amor à primeira vista. Depois de ter sentido o gosto de ajudar uma pessoa a falar outro idioma, nunca mais consegui ter qualquer tipo de satisfação profissional, a não ser com o ensino de idiomas. Trabalhei em várias empresas, mesmo como executivo de algumas multinacionais, mas nada nunca me trouxe tanta satisfação como  ensinar inglês.

Mesmo quando trabalhava como executivo, tinha como “Hobbie” ensinar inglês. Ainda hoje, quando vejo meus alunos falando inglês sinto uma alegria imensa e a sençação de dever cumprido. E agora, mesmo sendo um empresário, não deixo nunca de ensinar. Essa é minha paixão! Com isso, a transição entre ser professor e ter uma escola foi natural. Eu sempre me indignei com o tempo de duração dos cursos de idiomas, assim criar uma escola que tivesse qualidade de ensino e tempo recorde no aprendizado passou a ser prioridade para mim. Hoje tenho mais de 17 anos de experiência no ramo, e os resultados tem sido surpreendentes, pois todo o conhecimento acumulado nesses anos tem sido usado em uma metodologia que continua em evolução constante.

Porque decidiu investir nessa área em Itapevi?

Conheço Itapevi desde que me casei, e testemunhei com assombro oprogresso rápido desta cidade. Da época que me casei até hoje a cidade sofreu uma transformação muito significativa, e algo que notei é uma mudança também no perfil social da população, e com isso, abriu um mercado fabuloso que ainda tem sido pouco explorado. Algumas empresas de altíssimo nível tem surgido, que é o caso de um de nossos parceiros, a Academia Bio Mania, que tem um nível elevadíssimo e tem sido um grande sucesso.

Na área de idiomas eu não tenho percebido grandes evoluções, então pensei que poderia entrar com uma escola diferente, com um conceito e uma metodologia totalmente inovadora. Tem dado muito certo, assim como no ABC e agora em Alphaville, estamos crescendo dia a dia.

Já morou fora do País? Conte sobre essa experiência.

Sim. Tive várias experiências “abroad”, nos Estados Unidos, países da América do Sul, Alemanha, Holanda, Bélgica, entre outros, mas nada foi tão significativo como o tempo que passei em Utah – EUA, onde pude aprimorar meus conhecimentos fazendo um curso para professores chamado ESL – English as Second Language. Creio que Letras é o curso no Brasil que mais se aproxima deste curso, com a diferença de que para se fazer este curso é necessário proficiência total, já letras, no Brasil, não é preciso ter conhecimento da língua.

Você é professor de algumas personalidades de Itapevi. Gostaria de citar seus principais clientes?

Sim, claro! Tenho muitos alunos em Itapevi, e tenho um grande carinho por todos eles, mas alguns são realmente pessoas conhecidas, entre eles estão o Luciano Farias – Bolor, Presidente da Câmara de Itapevi e sua esposa Paula, O Vereador Júlio Portela, Marcos Bataglia, Coordenador Da Câmara, Carlos Oliveira, empresário, dono de uma rede de Farmácias, a Drogamil, Sueli Koplewski empresária em Itapevi, entre outros. Citando a Câmara, hoje meus alunos mais antigos em Itapevi são os servidores Rafael Sasaki, Livia Ribeiro Oliveira, Jorge Bandeira e Daniela Cappi da Mata. Eles são o tipo de aluno que faz tudo valer a pena. Eles ainda estão cursando. Estamos juntos há um ano e meio, e eles falam inglês com uma fluência de dar inveja à muitos veteranos!

Lembro que na semana que completaram 1 ano de curso, participaram de um jantar promovido pela escola, em que só é permitido falar inglês, e na ocasião tivemos a presença de 2 americanos. E eles, juntamente com o Vereador Júlio Portela, conversaram tranquilamente sem nenhum problema. Talvez minha motivação tenha funcionado, porque disse que quem falasse português pagaria a conta. (risos). Eu não conheço aluno de nenhuma escola que com apanas 1 ano de curso (regular) fale em inglês com americanos por 4 horas sobre os mais variados temas possíveis sem dificuldade nenhuma.

Há algum diferencial no método de ensino da Ausländer?

Sim, há muitos diferenciais. O primeiro, e talvez o mais importante, é que temos como missão “Ensinar Idiomas”, custe o que custar. Fazer o aluno falar bem o idioma estudado é nosso principal objetivo, e para isso, utilizamos um segundo diferencial, que é a personalização do ensino. Por mais homogênia que as classes possam ser, cada indivíduo é diferente, com necessidades diferentes e capacidades diferentes. Tudo isso é levado em conta no  planejamento das aulas. Nossos professores, ao planejarem suas aulas precisam ter em mente o que exatamente precisam fazer para que seus alunos aprendam bem o idioma. Os resultados falam por si só. A experiência com os servidores da Câmara é um deles.

Tenho um outro exemplo mais recente da empresária e atleta Sueli Koplewski. Ela me procurou há um pouco menos de 2 meses, dizendo que participará do Campeonato Mundial de Remo, na Polônia, que acontecerá no mês de Setembro. A grande dúvida dela seria se, em poucos meses poderia aprender a se comunicar em inglês. Depois de alguns estudos, propus à ela um curso semi-intensivo, são 3 horas semanais, e eu posso dizer que, se ela fosse para o campeonato hoje, não teria dificuldade nehuma de se comunicar, porém ainda temos 1 mês de aula antes de sua viagem, ou seja, até lá ela terá se aprimorado ainda mais. Com isso, o maior diferencial da escola acaba sendo mesmo o resultado rápido. Nossos alunos realmente aprendem falar um outro idioma pelo menos na metade do tempo que levariam normalmente.

Qual o melhor caminho para acabar com “bloqueios” e realmente aprender outro idioma?

O maior “bloqueio” que dificulta o aprendizado de um novo idioma é sem dúvida a vergonha. O aluno tem receio de errar, e por isso trava. Prefere não falar à correr o risco de falar errado. O que eu sempre digo aos meus alunos é que não temos absolutamente obrigação nenhuma de falar outro idioma sem errar. O processo de aprendizagem de uma língua é muito diferente do processo de aprender outras coisas.

Quando se trata de idiomas, nós aprendemos errando, e aos poucos vamos nos aperfeiçoando até atingirmos a fluência desejada. No momento que o aluno entende este conceito simples, ele passa a progredir melhor. Na escola criamos um ambiente propício a isso. É um ambiente descontraído em que o aluno não sente vergonha de errar, e entende que isso faz parte do progresso. Já tive um aluno que não conseguia sobrepujar isso, então apresentei um americano à ele e deixei que os dois conversassem em português mesmo. Ao final, perguntei ao meu aluno o que ele achava do português falado por esse americano, e ele disse que era bom. Mas ele cometeu muitos erros, não? Perguntei. E ele disse que sim, mas qual era o problema?, afinal ele estava se esforçando para aprender o nosso idioma. Eu disse à ele; Viu? É assim que você é visto. Como alguém que está se esforçando para aprender outro idioma, mas que no processo cometerá muitos erros, e isso não tem problema nenhum. Depois disso este aluno evoluiu muito em seu aprendizado.

Porque é cada vez mais importante aprender outros idiomas?

Estamos em um mundo globalizado, onde as fronteiras estão deixando de existir. Hoje posso ligar meu computador, me conectar ao Skype e falar com um amigo Indiano em Nova Delhi cara a cara, como se falasse com alguém ao meu lado. Com isso, as empresas tem se conectado entre si cada vez mais, e isso requer que seus funcionários falem outras línguas. Tenho um amigo que trabalha em uma empresa de call center em São Bernardo do Campo, que presta serviço para a Mercedes-Benz. Ele atende a chamadas na área de TI vindas dos Estados Unidos, Inglaterra e Austrália. As pessoas que ele atende nem desconfiam que ele não está nem mesmo no mesmo continente.

Há alguns anos, falar inglês era um diferencial no currículo. Hoje é um requisito básico. Não dá prá pensar em alguém se formando na faculdade sem falar inglês. Simplesmente ele, ou ela, perderá as melhores oportunidades de emprego. E como disse, hoje inglês não é mais um diferencial. Para sair na frente, além do inglês, você precisa falar uma outra língua. É por isso que na Ausländer oferecemos além do inglês, cursos de espanhol, alemão, francês, Italiano e mesmo português para estrangeiros. Todos os cursos com a mesma qualidade.

Dentro de uma perspectiva de qualificação profissional, a cidade de Itapevi está se desenvolvendo com a vinda de novas empresas. Qual a dica da Auslander para os candidatos se prepararem para ocupar essas vagas que estão chegando?

Primeiro, aprenda inglês, é a língua dos negócios. Depois, Aprendam espanhol, é a língua do merco-sul, depois aprendam a língua da empresa que você trabalha. Se você trabalha na Henkel, por exemplo, aprenda alemão. Se surgir uma oportunidade de ir para a Alemanha, é você que eles chamarão. Tive um professor de alemão (sim, sou aluno de alemão) que trabalhava na Keiper, uma empresa alemã em São Bernardo, e ele aprendeu alemão. Quando surgiu uma oportunidade na sede da Keiper, na Alemanha, ele era o único engenheiro fluente em alemão, e foi enviado para lá por 3 anos e meio. Lá, recebia em Euros, e quando voltou para o Brasil, ficou surpreso em saber que a empresa havia depositado seu salário integralmente por 3 anos e meio.

Uma oportunidade assim não aparece todos os dias, e só quem está preparado pode aproveitar. Nós brasileiros temos certa facilidade em aprender outros idiomas, pois português é uma língua complexa e serve de base para aprender outros idiomas, e precisamos tirar vantagens disso. Certa vez, um líder Mórmon americano, Elder Jeffrey R. Holland, ao se referir aos idiomas disse: Inglês é a língua dos negócios; Alemão é a língua da tecnologia; Italiano é a língua da música; Francês é a língua do romance; Espanhol é a língua da oração… Mas quando oramos em espanhol, Deus nos responde em português.

Saudações/Regards

Andrez Fernandez Lopez Bernardo .˙.

e-mail andrez.bernardo@gmail.com

Print Friendly, PDF & Email


Artigos relacionados


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *