IPB PR DJAVAN 2

O Pacificador

A FELICIDADE DOS QUE PROMOVEM A PAZ

Mateus 5.9

Introdução

Nosso país está em crise. Nunca vimos tanto rompimento de amizade, tanto ódio, tanta intolerância. Fala-se em banho de sangue nas ruas. Lamento dizer, mas a igreja se tornou indistinguível da sociedade não cristã, nesses dias nos quais deveria ser -luz que ajuda aos homens a entenderem a natureza e as causas das guerras que inventam.

Líderes cristãos destilando raiva, crentes fazendo piada grosseira com aqueles de quem discordam igrejas inteiras demonstrando surpreendente incapacidade de fazer pontes entre os seres humanos, não respeitando até mesmo suas próprias divergências internas.  Deus por meio de sua palavra vem a nós e nos lembra quem somos e qual a nossa missão no mundo.

Não o convido para suprimir o que pensa. Devemos nos posicionar, até porque Deus te fez um ser pensante.  Todos o temos. Somos livres para protestar. Devemos fazê-lo. A Constituição Federal o permite. Só não somos livres para deixarmos de ser cristãos.

Definição de termos

Quem é o pacificador? É o que manifesta forte compromisso e real prazer em promover a paz na relação do homem consigo mesmo, na relação do homem com o próximo e na relação do homem com Deus. Ele odeia a guerra.

O compromisso com a paz prova que ele tem o DNA do seu Criador. Ele é filho de Deus. O Pai se vê nele.

O pacificador é um instrumento de Deus na vida de uma pessoa, pais e até mesmo nação, por isso ele é feliz

A bíblia nos diz que fomos chamados à paz, portanto, somos portadores da paz (I Co 7.15). Deus nunca chamou um povo para a divisão ou contendas, Ele nos chamou a paz.

A justificação na cruz do calvário nos deu a paz de Deus e com Deus (Romanos 5.1-2). Tanto no Hebraico a língua em que foi escrito o Antigo Testamento, quanto o Grego onde foi escrito o novo testamento, a palavra paz, nunca é um estado negativo, nunca significa apenas ausência de conflitos, mas a paz inclui o bem estar geral do homem, enfim, a paz é um estado de harmonia com Deus.

O conflito é a conseqüência natural do pecado, o homem sem Deus é incapaz de refletir sobre a verdadeira paz, as tentativas de estabelecer a paz no mundo realizada pelas organizações, com conferências e tudo mais, sempre falham, por uma única razão: Não haverá paz nas estruturas governamentais, entre as nações, se ela não for implantada no coração.

Enquanto o príncipe da paz, Jesus Cristo, não reinar no coração do homem, ele continuará sendo um ser em conflito consigo mesmo, com o próximo e com Deus. Dr. Martyn Lloyd Jones, um pregador do reino Unido do século  estava correto quando afirmou que “Enquanto os homens estiverem produzindo esses males, não haverá paz. Aquilo existe no interior do homem, inevitavelmente há de aflorar à superfície”.

A falta de paz com as pessoas é uma evidência de que falta paz consigo mesmo e acima de tudo com Deus. O homem está em constante guerra com Deus, consigo mesmo, com o próximo, com a natureza. Tem pessoas não tem a capacidade de viver pacificamente com o outro.

O mundo está um caos porque o ser humano não tem paz consigo mesmo, e isso afeta o próximo, até mesmo a família, por isso tantas famílias dissoluções de famílias, discórdias nas instituições. Meus irmãos sem a paz a sociedade se desintegra, família se destrói. Sem a paz, a Igreja perde a comunhão e fica estagnada.

O cristão foi chamado para ser esse promotor da paz. Quando o cristão promove a guerra, discórdia, conflito, logo, falha em sua missão e deixa de cumprir a vontade de Deus.

A paz na Bíblia nunca se esquiva dos problemas, a paz tem um preço, custou um alto preço na cruz. O pacificador constrói pontes em vez de cavar abismos intransponíveis.

Você não conseguirá paz entre duas pessoas a não ser que leve elas a reconhecerem o pecado, sua condição. A paz é possível quando reconhecemos a nossa condição, fragilidade, o sacrifico de Deus. “O autor aos Hebreus 12.14 “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual, ninguém verá o Senhor.

Somos chamados a sermos pacificadores,  Deus é chamado de o Deus da paz em Hebreus 13.20, Cristo é descrito em Isaias como o príncipe da paz (Isaias 9.6).

Somos comissionados  a sermos embaixadores em seu nome, rogando aos homens que se reconciliem com Deus (2 Co 5.18-20). Em sua oração de intercessão, Cristo orou e afirmou que deixava conosco a sua paz. “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou, não vo-la dou como o mundo a dá” (Jo 17.11,21 e 23).

Por fim, Paulo afirma escrevendo para a Igreja de Roma “Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12.18). Só podemos ser pacificadores, promovendo a paz, sendo uma ponte para a paz, pregando, portanto, o evangelho, o príncipe da paz.  E você tem sido um construtor de pontes, um pacificador?

 

Pastor. Dijavan Ferreira Cruz

Primeira Igreja Presbiteriana do Brasil em Itapevi



Dijavan Ferreira Cruz

Dijavan Ferreira Cruz é bacharel em teologia pelo seminário teológico Presbiteriano reverendo José Manoel da Conceição. É Casado com Priscila Jonson e pastor da Igreja Presbiteriana De Itapevi

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