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Estudantes de Itapevi iniciam colheita do projeto Horta Escolar Conexão Alelo

Alunos de 10 escolas da rede municipal serão beneficiados pela ação da Prefeitura em 2018

A Prefeitura iniciou, na última quarta-feira (6), a primeira colheita do projeto Horta Escolar Conexão Alelo. As primeiras unidades escolares contempladas foram os Cemebs Cecília Belli (Jardim Portela), no dia 6 de junho, e Jornalista João Valério de Paula Neto (Amador Bueno), no dia 11 de junho. A ação é uma parceria da Prefeitura com a ONG Conexão – Serviço de Integração Social e a empresa Alelo.

Até o final de 2018, 6,2 mil alunos de 10 escolas municipais serão beneficiados pelo programa. Aproximadamente 12 mil mudas serão plantadas no período. Além disso, a iniciativa tem como meta atingir 30 mil pessoas, incluindo pais e comunidade escolar. Em abril deste ano, a Prefeitura havia iniciado a montagem dos canteiros.

Nesta terça-feira (12), foi a vez de estudantes do Cemeb Prof. Carlos Ramiro de Castro (Cohab II) realizarem a colheita.  A pequena Gabriela Santana Gomes, 4, ficou entusiasmada. “A gente molha a plantinha todos os dias e agora corta ela pra poder colocar na bacia e comer”, disse. Além dela, outras 190 crianças alunas da unidade foram envolvidas na ação.

O objetivo é difundir práticas que reforcem e melhorem os hábitos alimentares por meio de ações educativas e interativas, que motivem as famílias a fazerem escolhas mais conscientes, bem como desenvolver práticas sustentáveis, criando oportunidades para que os alunos do ensino público se tornem protagonistas de hábitos alimentares saudáveis na escola e dentro de casa.

Os estudantes estão aprendendo sobre hábitos alimentares saudáveis, com palestras, oficinas de reaproveitamento de alimentos e a criação de hortas ecológicas com utilização de materiais recicláveis. Aproximadamente 600 alunos multiplicadores participam da ação, além de 30 voluntários diretos – entre professores, merendeiras e funcionários das escolas parceiras – e 15 agentes facilitadores. As colheitas acontecem das 9h às 16h, após o primeiro plantio de mudas de alface e de escarola.

“As crianças aprenderam a como coletar a planta cultivada durante cerca de 45 dias de plantio, tirando as folhinhas amareladas e deixando-as como adubo no canteiro para o segundo plantio, que deve começar na última semana de junho. Em cada unidade deixaremos a terra descansar por cerca de quatro a cinco dias para voltarmos a plantar novas mudas: beterraba, acelga e temperos. Faremos a manutenção neste mês de julho, durante as férias escolares, até o retorno delas às aulas e aos cuidados com a horta”, explica a supervisora de campo da ONG Conexão, Arlete Barreto.

Umas das professoras do Pré-I do Cemeb Prof. Carlos Ramiro de Castro, onde foi realizada a colheita nesta terça-feira (12), Eliete Coutinho dos Santos, elogiou a parceria e os aspectos pedagógicos da ação. “Vemos que o projeto sai da teoria aplicada em sala de aula e chega a sua prática efetiva com as crianças molhando as mudas, entendendo a importância de cuidar das plantas e podendo se alimentar do que elas próprias cultivaram”, explica.

Próximas unidades

Na quarta-feira (13), alunos do Cemeb Irany Toledo Moraes (Jardim Santa Rita) irão colher os pés de alface e de escarola. No dia 19 de junho, quem participa são os alunos do Cemeb Governador André Franco Montoro (Vila Dr. Cardoso) e, no dia 20 de junho, dos Cemebs Papa João Paulo II (Jardim Hokkaido) e Dona Maria Roncagli Michelotti (Chácara Vitápolis).

No dia 21 de junho serão feitas colheitas nas Cemebs Governador André Franco Montoro (Vila Dr. Cardoso) e no Bemvindo Moreira Nery (Cohab). No dia 28 de junho, estudantes do Cemeb Mário Thomaz de Oliveira (Jardim Vitápolis) farão a colheita. Nos dias 29 de junho e 4 de julho – encerrando as atividades -, alunos do Cemeb Presidente Tancredo de Almeida Neves (Jardim Itacolomi) irão colher alfaces e escarolas.

Todas as escolas receberam material necessário para a montagem dos canteiros, sementes e mudas para o plantio, além de cartilhas educativas sobre o assunto.  De acordo com a secretária de Educação, Eliana Silva, o projeto permite “criar oportunidades para que os estudantes se tornem protagonistas de hábitos alimentares saudáveis na escola e em casa”, afirma.

A ação já está sendo implementada desde janeiro deste ano, quando as equipes técnicas da ONG começaram a capacitar a comunidade escolar para desenvolver as atividades do projeto. O projeto foi lançado oficialmente em março.

Como funciona

O projeto estabelece que cada escola crie um Grupo de Apoio Escolar (composto de professores, merendeiras, direção e coordenação pedagógica) para o desenvolvimento do projeto. Os profissionais recebem capacitação específica e também criam um grupo de 40 alunos que são chamados de multiplicadores, que tem a finalidade de ampliar os conhecimentos aprendidos para os demais colegas.

A partir daí, as equipes montam seus canteiros e hortas com hortaliças e temperos em local designado pela escola, sendo realizada com acompanhamento da direção da escola e sob a monitoria e orientação de professores e de agentes facilitadores. Os espaços de cultivo da horta escolar serão cuidados semanalmente pelos estudantes, Grupo de Apoio Escolar sob a orientação dos facilitadores.

Estão previstas também ações de voluntariado e de colheitas, nas quais os estudantes poderão degustar (em casa e/ou na escola) os alimentos colhidos e desenvolver receitas com os alimentos cultivados. Os alunos ainda serão estimulados a pesquisar sobre o tema e discutir em sala de aula e com familiares o aprendizado obtido.

Segundo a diretora da ONG Conexão, Cleuza Armezindo dos Santos, o projeto contribui com as práticas pedagógicas da escola. “A iniciativa desperta nos alunos hábitos de uma alimentação saudável e a fazerem melhores escolhas em relação à sua alimentação. O projeto Horta Escolar Conexão Alelo desenvolve práticas sustentáveis e prazerosas de plantar, cuidar, colher e consumir alimentos sem agrotóxicos, benéficos a sua saúde”, explicou.

Para o consultor interno de Gente e Gestão da Alelo, Fernando Gil, além do projeto propor mudança nos hábitos alimentares das crianças da cidade, ele assegura o envolvimento de uma comunidade ainda maior. “Apoiamos a ação porque vemos a seriedade e comprometimento de todos os participantes no desenvolvimento da nossa sociedade. Neste projeto, um levantamento que fizemos, demonstrou que cerca de 20% das crianças que participam dele levam as hortas para dentro de suas casas e transformam os hábitos das suas famílias também”, disse.

O projeto Horta Escolar é desenvolvido desde 2014. A iniciativa já foi implementada nas cidades de Carapicuíba, Barueri e Jandira. Nestes anos, o projeto já alcançou 72 mil mudas plantadas, 38 toneladas de alimentos consumidos e havia sido percorrido em 25 escolas destas regiões e agora chega a 35 com as 10 novas unidades de Itapevi. A estimativa é de que 100 mil pessoas foram impactadas entre pais, familiares e comunidade.

Foto: Rogério Valente e Filipe Nunes/ Ex-Libris/ PMI

Legenda: Hortas escolares estimulam crianças a melhorarem hábitos alimentares



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