BOLETIM DOMINICAL - 10.12.17

O homem sem Deus

O HOMEM SEM DEUS

O homem sem Deus vive na vaidade do seu próprio pensamento

O termo vaidade deve ser traduzido como “algo vazio” Futilidade talvez seja a palavra mais adequada para o termo. Significa andar e viver na futilidade e sem propósito na vida. O homem sem Deus é vazio, fútil na forma de pensar, pois não considera a vontade revelada de Deus. A vaidade da inteligência humana faz com que a pessoa subestime a Deus e viva distanciada dos valores éticos e, portanto, entregue às paixões da sua carne. A mente do homem decaído é obscurecida, cega, e não vêem as coisas como elas realmente são; ignora a óbvia verdade da condição humana e persiste em uma falsa esperança que a humanidade está se tornando cada vez melhor.

Vive com o entendimento obscurecido

Isso aponta para as questões espirituais, ou seja, conhecemos pessoas bem formadas na sociedade, brilhantes no conhecimento, contudo, em relação à palavra de Deus, totalmente ignorante, cuja visão de Deus é um fracasso.  Isto tem haver com a forma de pensar e considerar as coisas do dia a dia, ou seja, pode ter todo prestigio, ainda assim ter o entendimento defeituoso em relação às coisas espirituais, pois o homem sem Cristo, pensa, omite opiniões, analisa tudo de forma pragmática e carnal, baseada nos sentimentos pessoais.

Alheios a vida de Deus

Para o homem sem Deus, as coisas espirituais não fazem parte fazem parte do seu estilo de vida. Deus é alguém distante de sua realidade e não faz sentido profundo, de fato. Por isto, caminhar com Deus, orar, ler a Palavra, cultuar a Deus não se torna importante. Sua vida está distanciada de Deus. O texto bíblico afirma que isto acontece por causa da “ignorância em que vivem” (Ef 4.17). Paulo descreve a vida antes do encontro com Jesus. Estávamos separados de Deus, estranhos à aliança da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo (Ef 2.12-13).

Corações endurecidos (Efésios  4.18).

O resultado disto é trágico. Os afetos são profundamente tocados, e as emoções se tornam rígidas e endurecidas. As coisas de Deus não apelam mais aos sentidos e não provocam reações nos corações. O pecado embrutece o homem. Talvez tenha sido esta a razão de Davi ter orado a Deus, depois de ter tomado decisões precipitadas e pecaminosas. “Cria em mim, oh Deus, um coração puro, e renova dentro em mim, um espírito inabalável” (Sl 51.10). Ele percebe o risco de seu próprio coração, e desesperado volta-se para Deus para recuperar a sensibilidade. Um coração puro contrasta com um coração endurecido no erro e no engano.

Dentre as promessas que Deus faz ao seu povo, uma das mais encantadoras encontra-se no Antigo Testamento: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós, espírito novo. Tirarei de vós o coração de pêra e vos darei coração de carne” (Ez 36.26).

O cristão precisa vê pensar, analisar e omitir opiniões de forma bíblica, que reflita a forma como Deus vê e pensa. Por causa do pecado, o homem sem Deus tem um entendimento obscurecido, ou seja, não consegue perceber a sua condição real. O  cristianismo não é apenas uma filosofia que aborda uma maneira diferente de olhar as coisas… Não! Trata-se de uma revolucionária mudança de visão de mundo e – principalmente – da maneira de viver. O próprio Jesus disse: “Aquilo que tem muito valor entre os homens é detestável aos olhos de Deus” – Lucas 16.15.

O que Paulo está dizendo é que o novo andar em Cristo afeta as nossas atitudes, hábitos e linguagem. O entendimento que é a capacidade de raciocinar com equilíbrio sofreram os efeitos do pecado. Esse entendimento prejudicado é muito pior que a cegueira física.

Tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução (Ef 4.19). Aqui temos um encadeamento de idéias. A mente distanciada de Deus torna-se embrutecida e seu resultado imediato é a depravação moral. Sem Deus, o homem se envolve numa vida de pecado e perde o senso de santidade. O termo “impureza” vem de porneia (pornografia), termo que abrange todas as áreas do desequilíbrio e da disfuncionalidade na área sexual, atingindo a ética, os negócios, a família e o dinheiro.

O texto afirma que, com o endurecimento, o homem se torna ávido e obcecado pelo pecado. Sua mente o leva à impureza e à devassidão.

Pr. Dijavan

Primeira Igreja Presbiteriana de Itapevi



Dijavan Ferreira Cruz

Dijavan Ferreira Cruz é bacharel em teologia pelo seminário teológico Presbiteriano reverendo José Manoel da Conceição. É Casado com Priscila Jonson e pastor da Igreja Presbiteriana De Itapevi

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